Centrão ficou neutro porque priorizou bancadas, diz Tarcísio em sabatina
O candidato do Republicanos ao governo de SP, Tarcísio de Freitas, em sabatina na rádio CBN. Maria Isabel Oliveira / O Globo / Divulgação O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou que a prioridade dos partidos do Centrão é fazer bancada. Ele participa nesta quinta-feira (20) de uma sabatina ao vivo promovida pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela rádio CBN. A declaração ocorre em meio à estratégia de partidos do Centrão de priorizar alianças regionais e não necessariamente fechar uma posição única para a eleição presidencial. Em São Paulo, o PP, que historicamente apoia o Republicanos, partido de Tarcísio, deve manter a aliança com o governador na disputa estadual, mas decidiu ficar neutro na eleição para presidente. Segundo Tarcísio, os partidos têm privilegiado a formação de suas bancadas de acordo com as realidades políticas de cada região do país. Ele citou diferenças entre as alianças no Norte e Nordeste e no Sul e Sudeste. Temos vários parlamentares que preferem estar mais próximos ao PT e ao presidente Lula no Nordeste. Tem parlamentares que preferem estar juntos do Flávio Bolsonaro no Sudeste, afirmou. Para o governador, os partidos optaram por deixar os parlamentares à vontade para se posicionar de acordo com as alianças locais, em uma estratégia para obter o maior número possível de cadeiras no Legislativo. A gente perdeu a capacidade de estabelecer consensos no Brasil. Houve o tempo em que os partidos organizavam a política e a gente perdeu esse tempo. Então hoje a política se desorganizou e, quando a política se desorganiza, as instituições se desorganizam juntas, disse Tarcísio. Agora no g1 Fim da reeleição Durante a sabatina, o governador afirmou acreditar que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cumprirá a promessa de acabar com a reeleição caso seja eleito. Apesar de ser candidato à reeleição, Tarcísio defendeu a medida como um instrumento para ampliar a alternância de poder e reduzir a influência dos cálculos eleitorais Acredito que o Flávio sendo eleito, ele vai honrar porque ele inclusive é signatário da PEC, disse. Em março, Flávio Bolsonaro protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da reeleição para presidente da República. Ao comentar o tema, Tarcísio argumentou que a possibilidade de disputar um novo mandato pode levar governantes a evitar decisões impopulares. Alguma coisa deixa de ser feita porque aquele incumbente começa a pensar: Puxa, eu tenho que me reeleger. Eu não posso fazer isso. Isso é impopular e a gente precisa de pessoas que tomem o desgaste, que façam aquilo que precisa ser feito, disse. Questionado sobre a relação da proposta com uma eventual disputa presidencial em 2030, Tarcísio negou que a iniciativa tenha ligação com seu futuro político e afirmou que o gesto de Flávio favorece a renovação no sistema político.
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