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MP denuncia empresa de rações por morte de 80 cavalos e prejuízo de R$ 82 milhões em haras de AL

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17 de Agosto de 2026 às 13:42
2 min de leitura
MP denuncia empresa de rações por morte de 80 cavalos e prejuízo de R$ 82 milhões em haras de AL

Sede do Ministério Público do Estado de Alagoas, no bairro do Poço, em Maceió Ascom/MP-AL O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) denunciou, na segunda-feira (17), a empresa Nutratta Nutrição Animal Limitada S.A. pelas mortes de 80 cavalos do Haras Nova Alcatéia. Segundo o MP-AL, os animais morreram após consumir as rações NutraMix e Forrage Horse, causando prejuízo de R$ 82 milhões ao haras. (CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que animais morreram após consumirem ração da marca Nutrialfa/Nutrimax. Na verdade, a morte dos animais aconteceu após consumo de ração da marca Nutratta/Nutramix. A informação foi corrigida às 12h32 do dia 19/08.) O g1 tenta contato com a Nutratta Nutrição Animal Limitada S.A. Todos os cavalos eram da raça Manlarga Marchador. Entre os que viviam no haras e morreram estava o cavalo Quantum de Alcatéia, avaliado em R$ 12 milhões. Ele era considerado uma das grandes promessas da raça Mangalarga Marchador, principalmente pela capacidade reprodutiva. Agora no g1 O promotor de Justiça Ary Lages Filho também pediu o sequestro e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, além de ativos financeiros e participações societárias da empresa e dos denunciados. “Há um laudo comprovando a contaminação ocorrida em decorrência da ração oferecida pela Nutratta, o que provocou falência orgânica compatível com intoxicação alimentar”, explicou o promotor. De acordo com o MP-AL, após o consumo da ração, os animais apresentaram sintomas como letargia, ataxia, cegueira, compressão cefálica, insuficiência hepática e marcha em círculos. Quantum de Alcatéia era uma das promessas da raça Mangalarga Marchador Arquivo pessoal/Luciano Conceição O Ministério Público de Alagoas informou ainda que, após uma análise do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi constatado que a ração continha elementos tóxicos, como monocrotalina e o alcaloide pirrolizidínico. Além dos 80 equinos mortos no Haras Nova Alcatéia, em Alagoas, foram registradas, pelo menos, outras 284 mortes de cavalos em vários estados do país.
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